em 1972/73, de propriedade de Nivaldo Gonçalves.
26 fevereiro, 2024
Amigos no Hotel Bela Vista (1972/1973)
em 1972/73, de propriedade de Nivaldo Gonçalves.
16 fevereiro, 2024
Primeira atração do I MOTOFEST de Custódia é confirmada!
Informações: Magnatas do Petróleo Moto Clube/Moto Grupo Lobos Alpha
15 fevereiro, 2024
Grande Cantoria: André Santos & Raulino Silva no Sitio Logradouro
12 fevereiro, 2024
Grandes Carnavalescos - Terezinha Queiroz
Iniciando a série recordando grandes carnavalescos de Custódia, hoje falaremos de Terezinha Queiroz,
09 fevereiro, 2024
Quitimbu - A origem. Por que quem fundou este distrito foi esquecido?
O canal Verde Sertão realizou uma entrevista com Manoel Padeiro e Luiza Gouveia, casal fala um pouco sobre os primórdios do distrito de Quitimbu. Manoel Pandeiro relata acontecimentos que datam segundo ele de 1842. Destaca a pessoa de Manoelzinho da Mata Verde, organizador das Festas de Santa Rita e festas juninas. Cita onde se localiza a primeira casa construída em Quitimbu. E quem era a proprietária. Outra grande curiosidade comentada, como surgiu o nome Quitimbu, segundo relato dos antigos e primeiros moradores para o casal. Padre Leão é também citado em suas visitas ao Mimoso. Quais foram as primeiras famílias a se instalar na localidade.
Uma entrevista histórica, um verdadeiro documento sobre Quitimbu.
Sigam o Canal Verde Sertão, curta o vídeo e compartilhe.
Ao Senhor Reitor da Província Redentorista de Goiás.
Paz e benção!
Tomamos a liberdade de nos dirigir a Vossa Reverendíssima para pedir como casais ECC - Encontro de Casais com Cristo a permanência do querido padre Câmara na Paróquia São José - Custódia, PE, que por determinação da Província Redentorista de Goiás foi transferido.
A vinda dos quatro padres para a nossa Paróquia foi de alegria e acolhida, seguindo a tradição da nossa cidade, Custódia, que etimologicamente significa receptáculo de amor e justiça.
A paróquia é muito grande territorialmente e com a participação ativa em missão de cada um, a presença deles supriu substancialmente as necessidades das comunidades.
Estamos tristes com a notícia da transferência de Padre Adriano e Padre Câmara, já que eles são em nossa comunidade religiosa e social a confirmação de um trabalho em unidade e que está dando certo. Portanto, no contexto local, que demanda espiritualidade vívida e ação prática efetiva, a falta que eles vão fazer ao povo de Deus será profunda.
Sabemos que a obediência a missão é uma regra de ouro para os Redentoristas. Contudo, nós, rebanho pastoreado pelos referidos sacerdotes, não podemos cruzar os braços diante desta situação.
Por tais razões, vimos pedir a permanência temporária do Padre Câmara na paróquia de São José. A Festa do nosso Padroeiro São José se avizinha. E como toda organização, urge que se respeite o planejamento para o equilíbrio e sucesso de um trabalho que vem sendo feito desde o mês de novembro do ano passado. O trabalho de Padre Câmara e equipe é incansável. Essa dedicação fortalece o nosso pedido para permanência de Padre Câmara ficar até o término do novenário da Festa do Nosso Padroeiro São José, que ocorre entre 09 a 18 de Março e procissão solene em 19/03/24.
Aguardamos confiantes.
Um fraternal abraço de paz e luz!
Arnaldo e Lindinalva (Nenê), Gleisson e Ilka
Casais ECC
Custódia, fevereiro 2024.
Custodiense participa de prévia do centenário Bloco das Flores 2024.
07 fevereiro, 2024
Tudo começou assim: Jesus disse a Pedro: Tu és Pedra e sobre ti edificarei a minha Igreja.
Créditos:
Chico Elizeu;
Livro Custódia, Relicário do Sertão;
Arquivo pessoal.
Os paroquianos organizaram um delicioso café compartilhado, logo após a referida missa.
Parabéns! Parabéns! Parabéns!
És linda e amada, orgulho para cada católico que sabe da tua importância para quem precisa de uma porta aberta, onde o acolhimento é pleno, onde os sussurros são ouvidos por Deus, onde o choro é enxugado pelas mãos da Virgem Maria e onde os pecados são perdoados em nome do Deus da Misericórdia.
A casa do Padroeiro São José é onde a paz faz morada. É, ainda, para todos quantos a vê, um Cartão Postal do município de Custódia.
Nesses quase cem anos mudanças aconteceram. Acolhestes cada um que precisou falar, contar o que estava sentindo. Cada espaço teu ouviu silenciosamente e registrou com muito cuidado a história desse tempo. As celebrações também são destaque no registro da história:
- Missas: celebradas por padres, filhos de Custódia e por muitos outros que tiveram a oportunidade de conhecer a fé de um povo que ama ser católico;
- A celebração dos lindos momentos dos Sacramentos: Batismo, Primeira Eucaristia e Matrimônio;
- As belas e inesquecíveis novenas do Padroeiro São José;
- O coral que sempre animou as missas e novenas.
Tens uma das mais belas arquiteturas do século XIX e XX! O altar-mor é uma perfeição de arte. A Mesa da Eucaristia e a Mesa da Palavra (ambão) eram de madeira de lei e foram substituidas. O Padre Câmara mandou fazer de Gesso, seguindo a linha arquitetônica do conjunto da obra, que dispensa comentários.
"Jesus ao reunir os seus discípulos para o encontro junto à mesa, Ele revelou o verdadeiro simbolismo de uma mesa. É a lição fundamental da comunhão, como fonte inesgotável de vida."
O teu idealizador te projetou para uma paróquia do tamanho do seu ideal à época. Contudo, Custódia cresceu, a população aumentou. Teu espaço já não contempla a quantidade de fiéis. Mesmo assim, a multidão sempre encontra um lugar pertinho de ti.
Custódia, 06 de fevereiro de 2024
Lindinalva-Nenê.
05 fevereiro, 2024
Formatura de Magistério - Escola Maria Augusta (1973)
Dentre as formandas, temos: Lenilza Pereira, Josamira Duarte, Lourdinha Mata Verde, Cirlene Simões, Fátima Germano, Fátima Rael, Maria Lenira.
Presença de Zita Queiroz, Maristela Feitosa, Gracinha Queiroz.
02 fevereiro, 2024
Medalha e Placa Distintiva - Águas de Sabá
Através da Resolução nº 002/2008 da Câmara Municipal de Vereadores de Custódia aprovou e promulgou a Criação da Medalha Honra ao Mérito Águas de Sabá e Placa Distintiva.
O Título Honra ao Mérito Águas de Sabá gravado em medalha é concedido a pessoas que se destacam de modo especial nas diversas esferas da vida cultural, política, econômica, e marcantemente , social de nossa comunidade.
A Medalha é formada por timbre do Brasão do Município, e o titulo de Honra ao Mérito Águas de Sabá e no verso: Câmara Municipal de Vereadores de Custódia e ano da homenagem.
31 janeiro, 2024
Padre Antonio Duarte - Batistério de um padre
Logo ordenado Sacerdote da Igreja Católica Apostólica Romana, foi Pároco de Custódia onde prestou assinalados trabalhos, merecendo registro na História do Município.
Era um homem culto e humilde. Deixou saudades e amigos.
Padre Antônio Duarte, além de o padre mais católico e apostólico que Custódia teve, foi, sobretudo, quem mais animou e movimentou os meios religiosos e sociais da cidade na década de 1935 a 1945. Um sacerdócio cheio de realizações.
Recifense, alto, alvo, de olhos perscrutadores, lembrava um europeu. Alegre e comunicativo, inteligente, memória privilegiada, espírito criativo e empreendedor, estava à frente do seu tempo.
Procedente da paróquia de Floresta, logo que assumiu os destinos da freguesia de Custódia se tornou um autêntico custodiense. Sabia tudo e tudo fazia. Era, entre outras coisas, poeta, compositor, engenheiro e arquiteto nato, eletricista e um grande orador sacro. Voz de barítono, cantava bem, fazendo com quem suas missas solenes levassem os fiéis ao cântico dos cânticos do rei e sábio Salomão. Trajava normalmente a tradicional batina preta, mas, nas horas vagas e em sua residência, já ensaiava a vestimenta civil, numa antecipação de mudança de costumes clericais.
Padre Duarte fez muito por Custódia. Entre as realizações, destaco:
1) encaliçou e pintor as paredes externas da igreja, que eram em tijolo batido, ergueu a bela torre e fez a calçada de frente, como ainda permanece;
2) construiu a casa paroquial;
3) demoliu a capela que existia onde hoje é a agência do Banco do Brasil, transferindo os pertences para a Igreja Matriz, especialmente a porta de entrada;
4) o catecismo era memorável, pois que, após a doutrinação vinha a parte recreativa com muitos divertimentos;
5) o mês de maio era cultuado com capricho e veneração;
6) o Natal, com quermesses e pastoris, este com os cordões azuis e encarnado sempre foram muito concorridos;
7) o São João com comidas típicas nas barracas, fogueiras faiscantes, fogos de vista e os belos balões enfeitando o firmamento;
8) por fim, os empolgantes Dramas do Padre Duarte, que eram a parte mais esperada e aclamada pelo povo, bem diversificados, constando de uma peça teatral, esquetes, cantos, poesias e do ponto mais expressivo, A Revista da Cidade, cantada em versos, mexendo jocosamente com as pessoas da sociedade. Lembro-me de uma das peças dramáticas, A louca do Jardim, tendo como protagonista Luzia de Seu Cassiano. Lembro-me também, de um dueto composto por Ildo Nino e Yvette Matos interpretando uma bela canção matuta que dizia: "numa casa bonitinha lá no alto dos oiteiros".
Diante do que fez o Padre Duarte por Custódia, e sua gente nos seus dez anos de sacerdócio, acho que ele, ingratamente, é o grande esquecido de sua história.
Deixo aqui, com profundo respeito, o mais ardeste preito de gratidão ao velho sacerdote.
Por Allan Kardec seria visto como a reencarnação de Cura D'Ars.
(*) publicado originalmente no livro A BARAÚNA, de JOSÉ CARNEIRO, em 2015; © Todos os Direitos Reservados
Como é grande o meu amor por ti, meu Senhor e meu Deus!
Deus deu ao homem, como premissa a fé, o acreditar que tudo pode melhorar. Só depende de cada um. Sem exclusivismo. A felicidade é para todos.
O ECC, Encontro de Casais com Cristo - Custódia, é um serviço da Paróquia de São José. E tem como objetivo em cada lugar onde é implantado evangelizar a família, a "Igreja Doméstica". Sobretudo, se presta a despertar nos casais o desejo de servir, se engajando nas pastorais que se identifiquem.
Há mais de doze anos os pioneiros desse magnífico serviço local contou com o apoio e a coragem do então Padre Roberto, que confiou essa grande responsabilidade a cinco casais: Brás e Goreth, Derni e Creide, João e Girleane, Almir e Gaby, Arnaldo e Nenê. Na época, contamos nesse aspecto com os experientes casais Tota e Rose, Roberto e Rogéria. Estes dois casais já tinham participado do Encontro de Casais com Cristo, ECC, em outras cidades.
Na semeadura quando se lança a semente em terreno fértil, a colheita é certa. Sempre foi assim e sempre será.
Nesse domingo, 28/01/2024, tivemos essa certeza com a realização do REENCONTRO - ECC, organizado pelo dinâmico e obstinado Padre Câmara, com a equipe dirigente: José e Aline, Cláudia e Antônio, Neném e Rosinha, Daniel e Aloyse, Fred e Cibéria. A programação estava recheada de bênçãos:
- Começou com a Santa Missa, celebrada no auditório da Escola General Joaquim Inácio pelo querido Padre Câmara;
- Em seguida foi servido um café compartilhado. Foi um momento de descontração, muito bom! Tudo foi feito com muita dedicação;
- O momento de espiritualidade nos levou a introspecção e reflexão. Teve como palestrante o casal Idelfonso e Joelma, da cidade de Sumé. A dinâmica trabalhada com casais levantou até quem estava parado;
- O irmão Elvis, também de Sumé, com sua linda voz tocou e cantou.
Com isso, foi concluído o primeiro momento com a fala do Padre Câmara sobre o calendário anual do ECC.
A quadra do General já estava arrumada para receber os casais.
A hora do almoço contou com música ao vivo! A comida foi simples, porém, muito gostosa.
Viva a nossa união!
Amigos, a gratidão pra mim não é apenas o ato de retribuir o que se recebeu; é muito mais. "Ser grato é um estado de espírito”.
Obrigada ao Padre Câmara, a equipe dirigente, aos palestrantes e ao cantor. Enfim, aos nossos irmãos que se disponibilizaram para as tarefas da cozinha.
Lindinalva Almeida "Nenê"
Deus os abençoe!
Custódia, 30/01/2024
Abraços de luz!
24 janeiro, 2024
[Biografia] Ozinaldo Félix da Silva
Ozinaldo Félix da
Silva,
* 18 de fevereiro de 1939
+ 08 de julho de 2023
Filho de Alexandre Félix da Silva e Maria Anunciada de Jesus.
Foi o primogênito do casal. Que ainda teve mais quatro homens e duas mulheres, foram eles: Osvaldo Felix da Silva (Bado), José Félix da Silva (Nego), João Félix da Silva (Garapa), Antônio Félix da Silva (Tonho) falecido, Expedita Félix da Silva e Benedita Félix da Silva.
Ajudou o pai, que era marchante. Saia
diariamente de madrugada, em direção à Maravilha, Ingá e outras localidades.
Comprando bodes, ovelhas, porcos entre outros animais, para vender no mercado
público de Custódia. Na época, chamado de “Curral da Matança”.
Ainda jovem, aprendeu a fazer doce, se tornando tempo depois em mestre em doce. Ao lado de sua mãe com quem aprendeu e desenvolveu toda a técnica no preparo.
A convite do seu amigo Gérson Gonçalves, foi o primeiro mestre em doces da Tambaú em 1962, quando o local de funcionamento era próximo a ponte, na Inocêncio Lima. O convite não foi em vão, como ele afirmava, ‘quebrava’ duas caixas de goiaba rapidinho, fazendo com ela a polpa, o cozido num tacho de cobre. Sem desperdício nenhum.
Gerson teve seu inicio no fabrico de doces em Campina Grande. Lá não teve ao seu lado o seu amigo Ozinaldo, pois o mesmo, estava prestes a se casar, e não podia se ausentar de Custódia. Certa vez, um funcionário responsável pelo doce em Campina Grande, não estava conseguindo acertar o ponto do doce. Para evitar maiores prejuízos, convida Ozinaldo para ir desmanchar o doce acumulado que estava estocado. Com sua experiência, conseguiu desmanchar e também vender todo o estoque acumulado. Em cada 10 tachos, Gérson admitia perder até 2, e Ozinaldo, não perdia nenhum, um profissional de excelência para a empresa. Além é claro, da amizade com o proprietário.
Em 1967, a Fábrica de Doces
Tambaú sofre com uma enchente, e pouco tempo depois, saem do prédio atingido, e
iniciam suas atividades num local chamado Texaco. Onde funcionou um Posto de
Combustível do sr. Zé Pinheiro. Na mesma avenida Inocêncio Lima, porém, num
local mais seguro e sem perigo com novas enchentes. Ozinaldo continuou como
funcionário da empresa.

Em pé: Gabiru, Zé de Alcides, Dorival, Alfredo, Biu de Zé de Noca
Agachados: Pedro Pereira, Zito da Compesa, Edinaldo Amaral, Osvaldo pai de Luciano e Ferreirinha.
Paralelo a sua atuação como
mestre em doce, foi atleta de futebol em diversos times locais da cidade. Sua
posição era quarto zagueiro. Entre alguns times locais, da década de 60, jogou
no Comercio Esporte Clube em 1962. Depois a convite do seu amigo, Pedro
Pereira, foi para Sport Clube Custódia.
Casa com Ivone Fernandes da Silva, dessa união, tiveram seis filhos: Orlando Fernandes da Silva, Ivan Fernandes da Silva, Hugo Fernandes da Silva, Tereza Cristina da Silva (falecida), Humberto Fernandes da Silva, Hiraildo Fernandes da Silva, Ozevane, Osmar e Rocimere.
Foi sócio fundador do Centro Lítero Recreativo de Custódia – CLRC.
Em 1972, vai residir em Sobradinho, na Bahia, época da construção da barragem, abre um restaurante, ficando durante um ano na cidade. Depois segue para Jacobina, também no Estado da Bahia, agora num outro ramo, de confeitaria, ano era 1974. Pouco tempo depois, vai residir em Caruaru, capital do agreste pernambucano, mudando novamente de ramo. Lá compra um caminhão prestando diversos serviços. Retorna à Custódia, abre Armazém de bebidas, administra o Sabarzinho (localizado em cima da Praça Padre Leão) e também uma sorveteria. Mais uma vez, muda de cidade, agora para Arcoverde, cidade vizinha, onde abriu uma loja de móveis novos e usados. Por fim morou durante os anos de 1976/1977 na Capital Federal, em Brasília. Seu ramo agora foi com antiguidades: Móveis e Santos em madeira.
De volta a Custódia em 1978,
continuou no mesmo ramo de antiguidades, levando as peças para os museus em São
Paulo. Durante essas idas e vindas à São Paulo, começou a levar o doce Tambaú
para o Sudeste e assim, retomou ao ramo de doce, sendo agora, vendedor dos
doces Tambaú. Seu grande cliente era uma rede de supermercado Ciro, com quem vendia
duas carradas fechadas com produtos. Além das antiguidades, trazia papel celofane
para vender as fábricas. Durante muito tempo teve um depósito de papel
celofane, além de ser representante da cachaça 51.
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Família em Albuquerque Né

Ozinaldo e filhos de suas duas famílias
Se aposenta e vai residir em
Albuquerque Né, distrito de Sertânia em 1990. Constitui uma nova família com Elma Pereira Neves, e seus filhos: Júnior, Vitória, Carol, Ana Flávia e Fabiana. Teve no distrito um fabrico chamado de Doces Carolina, e uma padaria. Ainda assim, retornou a Sobradinho na Bahia, com sua companheira Elma, onde teve fábrica de doce chamada Beira Rio.
Em setembro de 2022, é convidado a participar das comemorações de 60 anos da Tambaú Alimentos. Junto a outros funcionários, e ex-colaboradores. Foi o primeiro mestre de doces da empresa. Uma das marcas da empresa, deixada pelo seu fundador e amigo pessoal, Gerson Gonçalves de Lima, era de sempre, manter laços de amizade com pessoas e empresas que prestaram longo. Ozinaldo não poderia ficar de fora, recebeu sua merecida homenagem.
Viveu seus últimos anos de vida, em Albuquerque Né, distrito de Sertânia. Faleceu aos 84 anos, deixando um legado gigante para a história de Custódia, e aos familiares e amigos.
Texto: Paulo Peterson com informações de seus filhos.
19 janeiro, 2024
Posse do Prefeito Luiz Epaminondas de Barros (1955)

Posse do prefeito Luiz Epaminondas Nogueira de Barros, em 15 de Novembro de 1955, no prédio onde na época, funcionava a Prefeitura Municipal, atual Câmara Municipal de Vereadores de Custódia.
Estiveram presentes a cerimônia:
Dr. Chico, médico Dr. Ely, Silvio Carneiro, Luiz Epaminondas (filho), Luiz de França (IBGE), Luiz Aureliano (genro), Dr. Mauro Jordão de Vasconcelos (Juiz de Direito), Adauto Pereira de Souza (Vice), Terezinha Epaminondas (filha), Ancilom Ferreira e o rábula Vitoriano.
18 janeiro, 2024
[Bilhetes do Sertão] Os "Generais" do chapéu de couro do sertão (Diário de Pernambuco 1950)

O distrito de Betânia foi criado em 6 de dezembro de 1928,
pela Lei Municipal n. 2, subordinado a Custódia.
O município foi instalado em 19 de março de 1962.
Visitei Betânia, em pleno coração do RIACHO DO NAVIO. Poucas Vilas sertanejas possuem tradição mais viva e história mais trepidante do que sua vizinhança do município de Custódia, batizada pelo saudoso Vigário e grande amigo da terra padre José Ribeiro e onde, de calças curtas, brincou de "cangaceiro", trazendo a guisa de cartucheira uma "enfiada" de sabor de milho, o Dr. Ribeiro do Vale, atual procurador da República em Pernambuco. Pasto querido de Lampião, reduto famoso de homens valentes, que encheram o passado com a fúria das guerrilhas e das lutas cruentas Betânia tem um lugar destacado na história das façanhas guerreiras quando o sertão ainda esperava a força coercitiva da Lei e a influência benéfica da Civilização.
Guardo desde a infância o nome de Betânia, aureolado pelo clarão dos papos-amarelos e dos bacamartes cuja fumaça tisnou a face do generais de chapéu de couro do cangaço. Era a legenda viva e tumultuosa dos homens de bronze, dos heróis de aço e lama que escreveram os capítulos de fogo da história da terra bárbara. Por ali rolavam as "volantes" nos entreveros com os bandidos, no labirinto cinzento das caatingas. Por isso quando cheguei a Betânia sobre um sol faiscante, fiquei a olhar a vila tranquila branquejando na manhã luminosa, escondendo com a poesia cristã do seu nome o passado pontilhado de cruzes e de mortes. Cada esquina da vila quieta guarda a história de uma façanha. E as cruzes do caminho são as páginas de um passado agitado onde espocaram os mosquetes nas "razzias" tremendas. Por ali passaram os Marcolinos, José de Souza, os Rajados, José Liberal, o velho Manoel Pequeno, campeão das empreitadas sinistras e no meio de todos, rude e terrível pisando forte como um rei nas terras do seu domínio, Casimiro Honório, o mais famoso bandoleiro dos sertões do Riacho do Navio junto de quem lampião era café pequeno e Antônio Silvino engatinhava. Esses eram os homens que fincaram em torno de Betânia os limites da bravura e da Valentina da zona mais belicosa de Pernambuco o riacho do navio.
Também ali perto campearam de armas à mão, Luiz Padre e Sebastião Pereira, mestres da estratégia matuta, cujas façanhas ainda hoje reboam pelos sertões. Certa vez Lampião atacou uma fazenda nas proximidades de Betânia. Os donos apareceram de repente, por trás de um chiqueiro de bodes. E meteram o rifle para cima. Depois de horas de tiroteio, apesar da superioridade numérica e da fama dos atacantes, o capitão Virgulino recuou. Brigaram sorrindo, chamando nomes feios, dizendo palavrões de arrepiar. Cada tiro correspondia a um doesto. Cada estampido, a uma palavra suja que cortava como bala de chumbo. Quando cessou o fogo os da fazenda deram uma risada. E gritaram para Lampião que fosse tirar o cheiro de mijo...
Eram assim os bambas de Betânia. Iam para a luta como os outros vão para o noivado. Hoje Betânia vive tranquila, com a sua gente acolhedora e tenaz, entregue ao comércio ativo, à agricultura e à pecuária. Possui os seus armazéns de cereais e de peles, as melhores da região. Um distinto estudante, irmão do Capitão Olímpio, falou-me enternecido da família famosa. Senti nas palavra do jovem Ferraz que aquela gente ama o palmo de chão natal com o complexo telúrico rolando nas veias. Sai à tardinha. Deixei Betânia, com seu povo trabalhador de voz pausada e gestos mansos. Moças risonhas enchiam a vila do encanto Moreno das sertanejas.
Despedir-me do amigo que me abriu lar hospitaleiro. A saída ele me presenteou com uma garrafa de mel de mandaçaia, leve, perfumado e saboroso. Era Luiz Epaminondas Barros, comerciante e homem de prestígio afável, maneiroso, de olhos claros e ar de capitão holandês. E por cima, sobrinho de Sebastião Pereira - o treme terra do Riacho do Navio.
Arcoverde - Janeiro de 1950.
Edição 0029
Publicado em 04/02/1950
17 janeiro, 2024
Resgatando a importância de personalidades da minha cidade Custódia.
Foto provavelmente do início da década de sessenta, na Capital do Estado.
Eu digo resgate, porque infelizmente em nossa cidade não existe a cultura do reconhecimento dos filhos ou de pessoas que nasceram fora, mas que deram grande contribuição econômica, cultural e intelectual, para a cidade.
Coincidentemente nasceram no mesmo ano, 1940, e na mocidade, foram estudar no Recife. Dr. Pedro, como é mais conhecido, formou-se em Odontologia no ano de 1963, vindo morar em sua cidade natal. Dez anos depois, concluiu o curso de Direito na Faculdade de Caruaru, e passou a advogar em Custódia e cidades vizinhas. Muito eloquente e grande orador, exerceu a vereança por uma legislatura na década de setenta, mas, o seu grande destaque foi como educador. Professor do Ginásio Padre Leão, fundou a Escola Técnica Joaquim Pereira, homenageando o seu genitor. Dr. Pedro faleceu em 2021, aos 81 anos de idade.
Sílvio Carneiro foi secretário municipal nos governos intervencionistas de Tenente Miguel José (1964-1966) e João Miro da Silva (1966-1968) e prefeito no mandato de 1969 ao ano de 1972. Destacou-se na área da educação, principalmente criando vários grupos escolares na zona rural, ação até então esquecida nas gestões anteriores. Sílvio Carneiro foi professor e Diretor do Ginásio Padre Leão na década de sessenta e parte dos anos setenta. Faleceu precocemente no ano de 1989, com problemas de saúde, aos quarenta e nove anos.
Agradeço "in memoriam" a Sílvio Carneiro e ao Dr. Pedro Pereira, pelo legado que deixaram para minha querida Custódia.
Jorge Remígio
Recife - PE
Janeiro/2019.
12 janeiro, 2024
Jovens custodienses na atual Praça Padre Leão na década de 40

Zélia Sá, Osminda Carneiro, Maria Cordeiro e Ozanira Farias.
Praça Padre Leão
Custódia-PE
(ano:1947/1948)
Foto provavelmente do ano de 1947 ou 1948. Não existia praça ainda. Era chão batido como se diz. A localização das jovens. Em frente ao prédio vizinho da sorveteria de Olímpio Marinho. O prédio onde é hoje a sorveteria ainda não existia. O imóvel à esquerda da foto, é hoje a casa de dona Genésia Rezende. As jovens.
À esquerda é Zélia Sá, irmã de Socorro e Nizinha Sá, filha de José Mariano de Sá (Zé Major) e dona Firmina. Era prima do meu pai Claudionor Remígio.
Seguida de Osminda Carneiro de Souza Farias, filha de Apolônio Carneiro de Farias e de Maria Góis de Souza.
Depois vem Maria Cordeiro Rezende (Cordeira), filha de Maria Dominéria de Rezende. Dominéria era irmã de Mariano José de Rezende, que era o pai de Pedro Mariano de Rezende, Dezinário, Sebastião, Andrelino, José, Joaninha, Carmélia Terezinha, Genésia e Luiz, todos com sobrenome Mariano de Rezende. Dominéria era irmã também de Alexandrina Rezende, mãe de Cláudio Moisés, Sebastião, José, Cidrack, Pedro, mãe de Djalma Moisés e outros que no momento me falha a memória. Todos com sobrenome Moisés.
E por último, minha mãe Ozanira Farias Remígio, filha de Samuel Carneiro de Farias e de Prezalina Góis de Souza. Minha mãe e Osminda Carneiro são primas carnais, os pais e mães são irmãos.
Jorge Remígio
Recife-PE
Janeiro/2024
11 janeiro, 2024
A história de um grande ser humano: José Esdras. (por Lindinalva Almeida)

* 07/09/1952
+ 04/01/2024
Dois nomes muito significativos biblicamente.
José - tem origem no hebraico "Yosef" que significa Deus acrescenta - pessoa sensível, confiante e generosa, que sofre com os problemas alheios.
Esdras - tem suas raízes também no hebraico "Ezra," que significa ajuda ou auxílio. As pessoas chamadas Esdras são frequentemente descritas como atenciosas, estudiosas, prestativas e dedicadas.
Nome: José Esdras de Freitas Góis.
Nome dos Pais: Domingos Alves de Góis (Comerciante) e Antonia Pires de Freitas Góis (Professora Aposentada).
Data de Nascimento: 07/09/1952.
Natural de Custódia-PE.
Irmãos: seis - Maria Edna, Sávio, Otacílio, Olga, Ana e Valquíria. Ele o primogênito.
Católico praticante.
Escolaridade: 3° grau completo.
Cursou Economia na UFPE.
Cônjuge: Maria Cleides Fernandes de Freitas Góis.
Pai de cinco filhos: João Aureliano, José Gualberto, Jobson, Emanuel e Marília.
Netos: Filhos de João: Beatriz, Domingos e Laríssa. Filhos de José Gualberto: Lara, Bianca e Melissa. Filhos de Jobson: Camila e Marina. Filhos de Emanuel - Manuca: Laura e Victor Emanuel. Filha de Marília - Cecília.
O menino que aos seus 10 aninhos já tinha um grande propósito: Tornar-se Prefeito de Custódia. Era uma criança inteligente, dominava a matemática como poucas crianças da sua época. Detinha uma notável capacidade de se identificar com o outro, de sentir o que o outro sente. Seu pai, Domingos Alves de Góis e seu tio, Sebastião, eram proprietários da grandiosa "Casa Góis"- o "shopping center" de toda Região. E nesse tempo, com pouca idade, José Esdras, já atendia no balcão, fazia contas e passava troco, sem erros. Meu pai, Mestre Lunga, trabalhava nesse grande e inesquecível centro comercial, confeccionando móveis e também atendia no balcão. Em contato direto com José, como ele chamava, papai dizia como a vaticinar: eu acredito em seu objetivo, José! Você será um grande prefeito da nossa cidade. O povo merece. Ele ficava feliz com aquele apoio. E sempre que papai chegava em casa nos contava a conversa que tivera com José Esdras.
Obediente aos seus princípios religiosos, recebeu os Sacramentos: Batismo, Primeira Eucaristia e Crisma, fortalecendo sobretudo a sua fé. Um filho que toda mãe gostaria de ter. Concluído o Curso de Economia e com o Diploma em mãos, retorna a sua terrinha, sem deixar de pensar no seu propósito de criança.
E no ano de 1977, conhece a bela jovem Maria Cleides Fernandes de Freitas Góis. Namoram, noivaram e se casaram, assim permanecendo por 47 anos. De natureza pacata, sabia fazer amizades e preservar o círculo de amigos. Fazia parte do Time de Futebol de Custódia. Era assíduo nos eventos da sua turma de amigos e da cidade.
Atividades e funções assumidas por José Esdras: professor, comerciante, fundador do Lions Clube - Custódia, fundador e Presidente do Clube dos Castores, Presidente do CLRC.
Sempre se destacou em outras tantas atividades voltadas para o bem-estar do povo de Custódia, o que deu início, assim, a sua caminhada política
Em 1988, no legislativo custodiense, na Casa João Miro da Silva - Nosso município teve o prazer de receber o mais bem votado vereador daquela legislatura: José Esdras, que trazia grandes projetos para o município, sendo o carro-chefe a criação da Lei Orgânica. Seguindo a trilha política, candidatou-se a prefeito nos anos de 1992 e 1996, não tendo êxito nessas duas candidaturas. No entanto, nas eleições do ano 2000, fez uma excelente campanha. Apoiado pela maioria do povo custodiense, foi o grande vitorioso do pleito. E no primeiro dia do ano de 2001, concretizou o mais dourado sonho daquele menino que queria ser prefeito da sua amada Custódia. Já sentado na cadeira de prefeito, assina o importante projeto da Casa de Apoio em Recife, marca da sua gestão.
A resiliência venceu todos os momentos difíceis dos seus mais de 10 anos em cadeiras de rodas, fato que não o impediu de apoiar seu filho, Emanuel, mais conhecido como Manuca de Zé do Povo, em três pleitos políticos, todos vitoriosos: Vice-prefeito do Dr. Luiz Carlos entre 2013-2016. E para prefeito duas vezes: 2017-2020 e concluindo seu segundo mandato agora em 2024.
Esse é um resumo da história do excelentíssimo ex- prefeito de Custódia - Terra Querida, José Esdras de Freitas Góis.
Abraço fraterno da Família Pinto Simões!
Custódia, 11 de janeiro de 2024,
Lindinalva (Nenê).
Sport Club Custódia (1973)

Foto: Acervo Maristela Feitosa
Natalício (falecido), Chico de Antuza (falecido), Luciano Góis Veríssimo, Rui Mariano, Urbano (falecido), Baiá (falecido) e Deda.
Agachados:
Técnico:
Dr. Pedro Pereira (falecido)

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