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16 setembro, 2026

Maria Augusta do Amaral de Sá (Dona Manoca)

 
Pioneira na Educação e Primeira Professora de Custódia–PE

Maria Augusta do Amaral de Sá, carinhosamente conhecida como Dona Manoca, foi uma das figuras mais emblemáticas da formação educacional e social do município de Custódia (PE).

Nasceu em 1883 em Custódia, filha de Francisco de Queiroz Amaral e Hermelinda de Gois Amaral (também registrada em documentos como Ermelinda Alves de Goes Mello.). O casal ainda teve mais 3 filhos, foram eles: Artur de Queiroz Amaral, Capitão Sebastião Amaral e Maria Cândida Do Amaral. Maria Augusta marcou a história local ao tornar-se a primeira professora registrada a lecionar na cidade. 


Vida Familiar e Integração Comunitária

Em 1913, casou-se em Custódia com o Tenente-Coronel Joaquim Pereira de Sá (conhecido como Quinca de Sá, tio de Zezita Queiroz). O casal teve apenas um filho: Aprigio Pereira do Amaral, nascido em 20 de fevereiro de 1914 em Custódia. Dona Manoca adotou Artur Pereira do Amaral, conhecido carinhosamente por Tuta.

Cartório de Sertânia, tem em sua ata de 25 de dezembro de 1915, consta batizado Maria, na presença dos padrinhos Francisco Alves de Queiroz Amaral e Maria Umbelina do Amaral. Não foi encontrado mais informações sobre Maria, por ter falecido ainda muito pequena, comum naquela época.

Seu legado familiar atualmente constitui de 05 (cinco) netos, 11 (onze) bisnetos e 11 (onze) trisnetos.

Residiu na Praça Padre Leão, onde atualmente funciona o Banco Sicoob. 

Sua atuação na comunidade ia além das salas de aula, sendo presença constante na vida religiosa e social do município:

  • Maio de 1918: Serviu como madrinha de casamento de Alexandre Cyrinaco dos Santos e Justina Maria da Conceição.

  • Madrinha de Batismo: Apadrinhou a jovem Zilda, filha do casal Antônio Alves de Queiroz e Maria Otília Freire.

Pioneirismo na Educação e Dedicação Cívica

A trajetória profissional de Dona Manoca acompanhou a própria evolução política e administrativa da região ao longo das primeiras décadas do século XX:

  • 1918: Exercia o cargo de professora municipal e atuava como secretária da Comissão Organizadora dos Desfiles Cívicos de Custódia, liderando os festejos da Independência no 7 de Setembro daquele ano.

  • 26 de maio de 1920: Foi nomeada professora interina da Cadeira Mista nº 03, em Custódia (que na época pertencia ao município de Alagoa de Baixo, atual Sertânia).

  • 19 de maio de 1927: Assumiu a Cadeira Mista nº 350, em substituição à docente Oswaldina Paulina de Sá.

  • 01 de outubro de 1929: Com a autonomia política do município, passou a reger a Cadeira nº 624 (Primeira Entrância), levando o ensino público ao distrito de Quitimbu.

Também administrou um ponto comercial bastante frequentado nas décadas de 1950 e 1960: o Café da Hora. O estabelecimento marcou gerações servindo café, tapioca, queijo, doces e outras iguarias regionais. Ponto de encontro tradicional, era frequentado por figuras ilustres como João Veríssimo, Nozinho Veríssimo e Seu Chiquinho Amaral. Ficava localizado na esquina da Avenida Inocêncio Lima com a Praça Padre Leão, próximo a sua residência.

Últimos Anos e Legado

Já viúva, Maria Augusta mudou-se para a capital pernambucana. Vendeu sua residência para um primo Izaias de Queiroz Amaral. 

Faleceu em 13 de fevereiro de 1963
, às 7 horas da manhã, em sua residência na Avenida Santos Dumont, nº 573, no Recife, aos 80 anos de idade. Seu óbito foi registrado no Cartório da Graça e seu sepultamento ocorreu no Cemitério de Santo Amaro.




Em reconhecimento à sua dedicação e ao seu papel precursor na alfabetização de diversas gerações, o município eternizou sua memória batizando a Escola Municipal Maria Augusta do Amaral, criada em 1967, localizada na Avenida João Veríssimo, no Centro de Custódia.


Fonte:


Pesquisa realizada por Paulo Peterson, com suporte incondicional de Vanuza Bezerra e Veronica Bezerra(filha). Algumas informações foram obtidas em Jornais de grande circulação no Estado de Pernambuco, Diário Oficial, Family Search, Genealogia Pernambucana, livro Caminhos do Afeto de Sevy Oliveira.

3 comentários:

  1. Gostei muito deste post! Tenho muito orgulho de minha avó e por carregar o seu nome. Também sou Maria Augusta Amaral

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  2. Nossa, que emoção senti lendo esta notícia. Vovó foi a pessoa mais doce e suave que conheci. Lembro dela discutindo com amigos e primos política regional e nacional. A primeira vez que fui à missa foi na Igreja da praça principal de Custódia. Deveria ter uns 2 anos. Lembro muito bem. Sou a primeira neta dela. Marcia Amaral. Deixo aqui meus agradecimentos pela divulgação da matéria.

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  3. Boa tarde, muito estimulante e prazeroso ouvir falar em pessoas que participaram da Educação do meu pai, Domingos Alves de Gois, que foi aluno dela e Alfabetizou-se e estudou até quarta série primária.
    Gratidão Paulo
    Sou Maria Edina

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