2 de fevereiro de 2016

Após ameaça de greve, governo revê plano de cargos e carreiras da Polícia Civil


Após meses de negociações e promessas, o Governo de Pernambuco finalmente decidiu discutir a reformulação do Plano de Cargos e Carreiras da Polícia Civil. Na semana passada, o sindicato da categoria, Sinpol-PE, informou que realizaria nesta terça-feira (02) uma assembleia e poderia decretar greve às vésperas do Carnaval. O Governo do Estado agiu rápido e publicou no Diário Oficial a criação de grupos de trabalho para analisar as mudanças do plano que irá beneficiar o efetivo da Polícia Civil.

O acordo entre o Governo do Estado e o Sinpol-PE foi firmado há exatamente dois meses, com a promessa de que o Plano de Cargos e Carreiras seria discutido imediatamente, mas isso não aconteceu. Com a pressão imposta pela categoria justamente no período que antecede o Carnaval, o Governo se viu acuado e atendeu ao pleito. Os integrantes que formam os grupos de trabalho já foram escolhidos e vão trabalhar em um prazo de 90 dias para a elaboração e aprovação do novo plano.


Está prevista para as 18h assembleia com policiais civis e representantes do Sinpol-PE para definir se mesmo com a criação do Plano de Cargos e Carreiras anunciada hoje a greve será decretada.




No final do ano passado, o Governo de Pernambuco sancionou o Plano de Cargos e Carreiras da Polícia Militar, atendendo ao pedido histórico da categoria.


Relembre conquistas da Polícia Civil após acordo em dezembro de 2015:


Criação de grupo de trabalho para discutir e elaborar em 90 dias uma reformulação do PCCV (Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos);

Criação de grupo de trabalho para discutir e elaborar em 90 dias proposta de Lei Orgânica da Polícia Civil de Pernambuco;

Progressão, dentro do atual PCCV (mudança de letra de 1,5%) já em dezembro, retroativo a março de 2015;

Auxílio transporte de R$ 350,00 para todos os policiais civis da ativa no Estado, já em dezembro;

Alteração no percentual do PCCV de 1,5% para 2% a partir de abril de 2016 para toda a categoria, ativos e aposentados;

Retirada da contribuição do sindicato da margem consignável, fazendo o policial dispor de uma média de R$ 65 para consignar da maneira que achar melhor;

Devolução dos descontos arbitrários das faltas dos plantões decorrentes do PJES (Programa de Jornada Extra da Segurança);

Folha de eventuais atrasados, pagamento dos passivos financeiros decorrentes de questões administrativas, para os aposentados. (Via: Ronda JC)

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