11 de dezembro de 2015

Polícia Federal investiga superfaturamento na transposição do Rio São Francisco

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Dois dias após deflagrar operação que investiga desvio de verbas e fraudes nas licitações da Empresa Brasileira de Hemoderivados e Biotecnologia (Hemobrás), a Polícia Federal agora investiga o superfaturamento das obras de engenharia executadas por empresas em dois dos 14 lotes da transposição do Rio São Francisco.

Cerca de 150 policiais de diversas regiões do País participam da Operação Vidas Secas – Sinhá Vitória e estão cumprindo 32 mandados judicias, sendo 24 mandados de busca e apreensão, quatro mandados de condução coercitiva e quatro mandados de prisão nos estados de Pernambuco, Goiás, Mato Grosso, Ceará, São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Bahia e Brasília.

A PF apurou que empresários do consórcio OAS/Galvão/Barbosa Melo/Coesa utilizaram empresas de fachada para desviar cerca de R$ 200 milhões das verbas públicas destinadas à transposição do Rio São Francisco, no trecho que vai do Agreste no estado de Pernambuco até a Paraíba. Os contratos investigados, até o momento, são da ordem de R$ 680 milhões.

As investigações apontaram que algumas empresas ligadas à organização criminosa estariam em nome de um doleiro e um lobista investigados na Operação Lava Jato.

Os investigados responderão pelos crimes de associação criminosa, fraude na execução de contratos e lavagem de dinheiro.

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